quinta-feira, 10 de maio de 2012

Febutiá é atração


    O Ginásio Municipal de Esportes Cardeal foi palco da 6ª Febutiá, de 5 a 8 de abril. O evento organizado pela Prefeitura de Santa Vitória do Palmar, por meio da Secretaria de Esporte, Cultura e Turismo (Sectur). O evento contou com o apoio do Governo do Estado do Rio Grande do Sul e do Banrisul. Este ano a organização da feira optou pela sua realização no mês de abril, já que é o mês em que a safra atinge seu ponto mais alto e também coincide com Semana Santa, período em que a cidade recebe muitos turistas do Prata.
     O publico que visitou a feira foi recepcionado pela Corte da Febutiá, composta pela rainha Mayara Souza e as princesas Raíza Acosta e Danielli Moura. Um dos destaques foi a exposição de trabalhos feitos a partir da palmeira e seu fruto. Tanto na área de artesanato, como na gastronomia. A degustação de licores, sucos, cucas, bolos, geleias, doces, mousse feito à base da fruta também foram destaque na feira. Já no artesanato adornos, bolsas, potes, luminárias, entre tantas utilidades foram expostos. O comércio e serviços também participaram da exposição.
     Dezenas de litros de licor foram disponibilizados para a tradicional degustação da festa. As atrações foram diversas, o palco da Febutiá recebeu shows regionais e nacionais. Entre eles Vinícius Amaro e Banda , Grupo de Bombacha, Gauer Carrasco - Passion, Banda Kurtametragem e banda Trio Metal BMP. Eventos paralelos também fizeram parte da programação como 4ª Cavalgada dos Campos Neutrais. Brinquedos infláveis para as crianças e praça de alimentação foram espaços procurados pelos visitantes. Na sexta-feira, o destaque foi a encenação da Via-Sacra, na área central da feira. No sábado e no domingo ocorreu a cavalgada que percorreu diversas áreas urbanas e rurais do município. No domingo, o show de encerramento ficou a cargo da banda Maskavo. 

Degustar o tradicional licor de butiá foi parada obrigatória no evento- foto Guacira Santos.
 


sábado, 5 de novembro de 2011

Ecopalmar realiza seminário ambiental


Ecoopalmar viabiliza vsita aos Palmares de Castilhos




A Eco-Palmar Associação de Defesa do Meio Ambiente realizou visita  aos Palmares de Castilhos, no Uruguai , dia 17 de setembro do corrente ano, estudantes do curso superior de gestão ambiental da Unopar-Polo Giga byte/Santa Vitória e estudantes do curso de Turismo da Furg  acompanharam esta organização ambiental com o intuito de realizar pesquisas de campo para suas universidades.

A primeira parte da programação foi conhecer o projeto da ONG uruguaia chamada Casa Ambiental, que desenvolve um trabalho excepcional de desenvolvimento sustentável voltado à exploração do fruto do butiá , onde,  deste, produzem  geléias, licores, doces, bombons, temperos e outros .

Em seguida foram recebidos por outra organização não-governamental chamada Grupo Palmar, também voltada à defesa e preservação dos palmares e que mantém acordo firmado de troca de informações e cooperação mútua com a Eco-Palmar com fins protecionistas e de pesquisa.

A pesquisa, troca de informações e a observação dos impactos antrópicos dos palmares de Castilhos, maior ecossistema de Butia odorata  do mundo, foi muito importante para que se conheça mais este sistema , tão afetado, e se encontre soluções para uma preservação urgente, pois, está condenado à extinção dentro de poucas décadas à exemplo do que já ocorreu em Santa Vitória do Palmar.


Fonte :Divulgação Ecopalmar

Alunos do Curso de Turismo realizam Seminário do Butiá


Seminário aproxima a universidade com os diferentes setores da sociedade. 
Foto: Guacira Santos



Os alunos do 4º semestre do curso de Turismo Binacional da Universidade Federal do Rio Grande (Furg), Campus Santa Vitória, Décio Garcia, Heiderson Bork e Marcell Larrion, sob a coordenação dos professores Michel Constantino Figueira e Juliana Lima, realizaram o 1º Seminário do Butiá: Identidade e Preservação, no dia 26 de agosto, das 14h às 18h30min, na Câmara de Vereadores. O evento contou com a presença de alunos dos cursos de turismo, além de técnicos, estudantes e professores ligados à área e com o apoio dos acadêmicos Miguel Ribeiro e Eliane da Silva e da Prefeitura Municipal.
O seminário iniciou com a palestra da agrônoma da Secretaria da Agricultura, Elisamar Farias que falou da morfologia da palma e as ações da prefeitura referentes às palmeiras, seguida pelo presidente da Ong EcoPalmar, Maurício Machado que discorreu sobre trabalho daquela entidade sobre as palmeiras relatando também situação dos palmares de Rocha. Já a bióloga Anelise Saraiva Maximila, apresentou seu trabalho de conclusão de curso que tratou sobre a extinção das palmeiras.
Os alunos organizadores fizeram um relato do trabalho realizado por eles em relação às palmeiras, destacando o plantio de mudas em área cedida por um produtor local, ação que caracterizou o trabalho inicial do projeto e também a continuidade com a realização do seminário.
Ainda na continuação, a secretária de Assistência Social e Cidadania, Clarivani de Abreu, falou sobre o trabalho realizado junto ao programa de Economia Popular Solidária que utiliza o fruto e a folha da palmeira para o artesanato e a gastronomia, promovendo o aumento de renda das famílias e a inclusão social. No intervalo do evento, os participantes degustaram produtos da gastronomia do butiá elaborados pelo Programa de Economia Solidária da prefeitura.
Para finalizar, o presidente da Associação dos Arrozeiros de Santa Vitória, Márcio Silveira, falou sobre a efetiva adequação das lavouras de arroz à legislação ambiental, enfatizando que os arrozeiros santa-vitorienses cumprem essa legislação, adotando procedimentos e práticas ambientalmente corretas na lavoura de arroz. Silveira foi elogiado pelos participantes pela sua disposição em fazer parte do diálogo e estar presente nas discussões que envolvem o meio ambiente no município.
O coordenador do Curso de Turismo Binacional, Michel Figueira, agradeceu aos participantes e palestrantes que contribuíram para o sucesso do evento. “O papel da universidade é trabalhar em prol de uma sociedade melhor e mais justa, respeitando os diferentes argumentos e posições e aproximando os setores da sociedade”, destacou.

Seminário aproxima a universidade com os diferentes setores da sociedade. 
Foto: Guacira Santos



sexta-feira, 15 de abril de 2011

Febutiá 2011

Entidades querem recuperar o Ecossistema Palmar


As entidades ambientalistas Eco-Palmar, Instituto Litoral Sul e Associação de Preservação do Histórico, Arqueológico e Paleontológico(APHAP), promoveram uma reunião, no dia 10 de abril, ma residência do biólogo Jamil Correa Pereira, a fim de apresentar o projeto “ Recuperação do Ecossistema Palmar no Município de Santa Vitória do Palmar, através da criação de uma Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) que é constituída por terras privadas com  o fim de preservar a diversidade biológica do local onde se encontra.
No encontro, o tema palmares foi apresentado sob os aspectos, histórico, pelo professor Homero Vasquez e geográfico, pelo engenheiro agrônomo,Carlos Alcy Cardozo. Já o presidente da Eco-Palmar, Maurício Machado, realizou explanação sobre a lei que estabelece a criação da RPPN, e apresentou estudo feito por àquela instituição sobre a situação atual das palmeiras no município. Também estiveram presentes no encontro, as professoras do Curso de Turismo Binacional, Juliana de Lima e Ligia Dalchiavon, os membros da Eco-Palmar, Marçal Mendonça, Silvio Marchiori, Marília Cardozo, Mário Rosalez, Felipe Rosalez, Isaac Rodrigues e Éden Vieira, a artista plástica, Ida Castro, a jornalista Guacira Santos e o presidente do Instituto Litoral Sul, Sebástian Diano.
Uma RPPN é criada para proteger a fauna, a flora e os aspectos naturais existentes em uma propriedade ou parte dela sem comprometer a posse do proprietário sobre o local e sua utilização de forma sustentável. O proprietário assume, de vontade própria, o compromisso pela preservação da propriedade por tempo indeterminado, uma vez que o título é de caráter permanente, ou seja, mesmo que o local seja vendido para outro proprietário ele continuará sendo uma unidade de conservação e deverá ser preservado. Por este mesmo motivo a área não poderá ser utilizada para penhora em financiamentos. Ao todo, existem hoje no Brasil, 750 RPPN’s distribuídas pelo território nacional e que juntas somam cerca de 580.000 hectares de áreas protegidas
Muitos proprietários que, cientes de sua responsabilidade pela preservação ambiental e garantia de um futuro sustentável para as futuras gerações, tentam preservar suas terras, encontram dificuldades por causa da caça ilegal, desmatamento e invasões de animais e outras pessoas que não possuem a mesma consciência. Assim, ele pode encontrar na criação da RPPN um apoio legal ao seu objetivo de preservação uma vez que a legislação ambiental brasileira trata como crime o desmatamento e a caça em unidades de conservação. Além disso, ao criar uma RPPN, o proprietário ainda poderá contar com diversos benefícios, como isenção de ITR, financiamentos, repasse de ICMS ecológico, entre outros.

Entidades e associações reunidas para recuperar o ecossistema palmar- foto Guacira Santos

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Febutiá em maio

Culinária do Butiá


Visitando o blog Come-se encontrei umas receitas interessantes que vale a pena conferir:
http://come-se.blogspot.com/2009/01/resposta-charada-ou-tempo-de-buti-ou.html

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Eu amo Santa Vitória do Palmar

Por isso, mesmo de forma amadora, resolvi me arriscar a fazer um pequeno vídeo para homenagear Santa Vitória.
video

sábado, 6 de junho de 2009

3ª Febutiá valoriza as palmeiras






A 3ª feira de produtos derivados da palmeira do butiá (Febutiá) promovida pela Prefeitura de Santa Vitória do Palmar, através da Secretaria de Esporte, Cultura e Turismo (Sectur), ocorreu de 4 a 7 de junho e obteve grande êxito. Apesar do frio , o público visitou a feira e a degustação do tradicional licor de butiá fez parte das diversas atrações do evento que apresenta uma variedade de shows, seminários, palestras, intervenções cênicas e a Cavalgada dos Campos Neutrais.

O palmar, através dos tempos, foi de grande importância cultural e econômica. Atualmente a cultura produtiva do palmar se dá especialmente na produção artesanal de diversos produtos a partir de seu fruto: o butiá, licor, sorvete, doces, geléias são alguns exemplos de produtos derivados dessa fruta. Já a folha da palma é utilizada para confecção de adornos, como bolsas, utensílios, entre outros.

A palmeira do butiá (butia capitata) significa um recurso socioeconômico importante para a população santa-vitoriense. Percebe-se a comprovação de estudos que demonstram a utilidade econômica atual desse ecossistema na realização da Febutiá pela Prefeitura de Santa Vitória.

Grito das Palmeiras presente na Febutiá

A conclusão de uma monografia não significa o fim de um projeto, pelo menos para nós, por isso a professora Maria Inara Tavares continua com seu propósito e eu ( Guacira ) com a divugação. Um stand na entrada da feira demonstra o projeto sobre a extinção das palmeiras e sua preservação.


Inara e Guacira com o engenheiro Agrônomo Alci Cardozo e esposa na Febutiá


Primeira turna do pós em Educação Ambiental conclui epecialização


As onze alunas do curso de Pós-graduação em Educação Ambiental latu sensu, da Universidade Federal de Rio Grande (FURG) Pólo da UAB- Universidade Extremo Meridional defenderam suas monografias no dia 15 de maio de 2009, na Câmara de Vereadores. A banca foi coordenada pela professora doutora, Maria do Carmo Galiazzi ( coordenadora do curso) e demais professores. Agora com a cnclusão do curso seguimos em frente com a execução de nossos projetos, pois como sempre afirmamos ao longo do curso, a Educação Ambiental é um caminho que não tem mais volta. Avante!

Comunidade do Orkut ajuda a divulgar as palmeiras


Desde novembro de 2008 estamos com uma comunidade no orkut que trata das palmeiras de Santa Vitória do Palmar. Participe do Grito das palmeiras : http://www.orkut.com.br/Main#Community.aspx?rl=cpn&cmm=76607693

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Luta pela preservação das palmeiras recebe adesões em Curral Alto






Cada vez mais, pessoas da comunidade estão conosco na luta pela preservação das palmeiras butia capitata. Exemplo disso está na iniciativa do produtor rural Lineu Laforet Padilha que ao ouvir nossa participação no programa Econtro da Comunidade , comandado pelo radialista Flávio Moré, teve a idéia de realizar um encontro em sua residência, em Curral Alto, no dia 15 de novembro, para discutir alternativas para a recuperação das palmeiras no município.
Nós do projeto, Guacira e Inara ,fomos recebidas com muito carinho pela família Padilha. O encontro contou com a presença do radialista Flávio Moré que fez uma retrospectiva do programa realizado no mês de julho, contando com o nosso testemunho, do engenheiro agrônomo Carlos Alcy Cardozo, grande conhecedor do assunto, e do professor Homero Vasques Rodrigues que fez uma retrospectiva histórica dos palmares em Santa Vitória do Palmar. Também entre as presenças, Rubens Carrasco, Istênio Pereira, Abilio Borges, profissionais de cidades da Zona Sul e o irmão de Lineu Padilha, o escritor e poeta, Sérgio Padilha que nos presenteu com seu livro "A agradável necessidade de escrever".
Num dos techos de seu livro , Sérgio Padilha refere-se ao irmão Lineu. " Uma vida de trabalho sério e profícuo, prestado inclusive a causas da comunidade, especialmente à Santa Vitória do Palmar, com o qual tanto te identificas." Sérgio ainda se refere ao irmão como " um homem de postura, de princípios, de passado retilínio que transita pelo presente com determinação e vontade, em direção ao futuro animado de projetos nascidos de forte idealismo que nunca te faltou. " Um depoimento que espelha com exatidão a pessoa que é Lineu padilha.
Nós do Grito das Palmeiras, agradecemos ao engajamento do produtor rural Lineu Laforet Padilha e de todos os seu amigos que se sensibilizaram com a nossa causa. A inciativa de realizar esse encontro enriqueceu o nosso projeto e nos motivou a ir em frente defendendo a preservação das palmeiras.
Para simbolizar o encontro, foi plantada uma muda de palmeira em frente a propriedade do produtor Lineu Padilha.




Seminário da Ecopalmar discute as palmeiras


No dia 7 de novembro, a ong Ecopalmar realizou seu 2º Seminário Ambiental que contou com a presença de representantes de diversas instituições. Entre as palestras foi tratado sobre o tema palmares de butiá. Para falar sobre o assunto, nossos vizinhos uruguaios, de Rocha, expuseram sua experiência e falarem sobre sua campanha para salvar os palmares de Rocha. Estivemos lá para participar do seminário e principalmente enriquecer nosso conhecimento sobre o assunto palmeiras\palmares que é nosso objeto de estudo. Recebemos do ambientalista Giancarlo Geymonat uma cópia do documento enviado às autoridades uruguaias sugerindo medidas a serem tomadas para preservar os Palmares de Butiá do Uruguai.
O endereço para conhecer melhor o trabalho dos vizinhos uruguaios é:
http://butiaceros.blogspot.com/

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Mais ações do projeto

Na continuidade de Ações do projeto Grito da Palmeiras foram finalizados os progametes de rádio, a coleta de depoimentos de vídeo, o informativo e a divulgação na Expo-feira, além da apresentação em power-point.



Arte do banner



Divulgação do informativo na 77 ª -feira em 2-11-08

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Levantamento fotográfico da região de concentração de palmeiras em Curral de Arroios










Criação do logo do projeto


Após diversas ideías e discussões chegamos na finalização do logo do projeto. Nossa ideía era detacar o município no globo terrestre com ênfase nas palmeiras , objeto de nosso trabalho. Para isso contamos com o auxílio do publicitário André Azambuja.

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

Plantio na Escola Duque de Caxias















Os alunos escolhidos como multiplicadores da ação de preservação das palmeiras realizaram o plantio de mudas de palmas em frente a escola, ainda no mês de julho. Na ocasião foram colhidos depoimentos dos alunos sobre a importância da preservação das palmeiras.

segunda-feira, 21 de julho de 2008

Ações do Projeto são destaque no jornal Liberal e Diario Popular (Pelotas)

Clique na imagem para visualizar melhor

Entrevista na Rádio Cultura AM


No dia 18 de julho, o projeto sobre a Extinção das Palmeiras foi pauta do programa da Rádio Cultura, Encontro com a Comunidade, comandado pelo radialaista e apresentador, Flávio Moré. As alunas da UAB, Inara Tavares, Guacira Santos, acompanhadas pelo engenheiro agrônomo , Carlos Alcy Cardozo ( especialista no assunto), participaram do programa de 1 hora e meia, respondendo perguntas do entrevistador. A comunidade foi receptiva e interagiu com o programa, o que deixou a todos satifeitos pela acolhida.

Alunos montam viveiros de mudas de palmeiras







Os alunos da EMEF Duque de Caxias participaram da montagem de vários viveiros com mudas da palmeira butia capitata. Os alunos agentes multiplicadores do projeto são Taisson, Adriele, Luki e Rainara e estiveram acompanhados da professora Inara.



domingo, 20 de julho de 2008

Entrevista para a Rádio Palmares


















I
nara e o repórter da Palmares,
Volmir Machado

A Rádio Palmares aproveitou o momento do plantio de mudas de palmeiras feito no Pórtico de entrada da cidade e realizou uma cobertura jornalistíca da atividade. O repórter Volmir Machado entrevistou as alunas da UAB/Furg, Inara Tavares sobre o projeto que aborda a Extinção das Palmaeiras no município e Guacira Santos que na ocasião também conversou com o repórter da Palmares sobre o seu projeto que engloba ações de comunicação.







terça-feira, 15 de julho de 2008

Alunos fazem plantio de palmeiras


















Uma das açoes do projeto de pós-graduação da UAB -Furg- Pólo Extremo Meridional de Santa Vitória do Palmar elaborado pela professora Maria Inara Tavares é o plantio de palmeiras butia capitata em vários pontos do município. O projeto visa sensiblizar a comunidade diante da ameaça de extinção dos palmares de Santa Vitória do Palmar, indicando fatores responsáveis por esSa degradação, bem como destacar a importância histórica dos palmares para o município.
Na terça, 15 de julho, alunos da Escola Municipal Duque de Caxias , acompanhados da professora Inara e de funcionários da Secretaria Municipal da Agricultura, fizeram o plantio de mudas de palmeira junto ao Pórtico de entrada da cidade e em frente a escola que eles estudam.
As propostas apresentadas nesse Projeto de Ação de Educação Ambiental, envolvem um conjunto amplo de atividades e ações individuais e coletivas, educandos, educadores e comunidade.
A abordagem do tema será feita na forma de estudos, palestras, filmes, saída de campo e práticas de reflorestamento. " Queremos alertar que é necessário preservar o nosso meio ambiente para manter o patrimônio natural, as nossas palmeiras" enfatiza a professora.
Ainda acompanhando o projeto, a jornalista e aluna do curso de pós-graduação, Guacira Santos, registra as ações e divulga as atividades para seu projeto que consiste em ações de comunicação diante do processo de extinção das palmeiras em Santa Vitória do Palmar.



video

domingo, 13 de julho de 2008

Vídeo sobre os Palmares de Castillos

No andamento de nosso projeto vamos encontrando diversos trabalhos textuais, fotográficos e em vídeo que valem a a pena ser vistos. A seguir temos um link para o documentário sobre os Palmares do Uruguay que foi realizado pela Universidade da República (ROU).

http://br.youtube.com/watch?v=cpbc-fskDys

sexta-feira, 11 de julho de 2008

Link da pesquisa da Furg sobre Currais de Palmas


Essa pesquisa feita por Osvaldo André Oliveira e Cláudia Teixeira
Confira pelo link

http://www.seer.furg.br/ojs/index.php/dbh/article/viewFile/253/67

Manifesto da Ecopalmar alerta sobre a extinção dos palmares


Seguindo o exemplo do que ocorreu com a Mata Atlântica brasileira os palmares de Butiá Capitata do município de Santa Vitória do Palmar sofreram e ainda sofrem com a ação do homem, resultando numa drástica redução na densidade de palmeiras e desaparecimento de alguns palmares menores.
Com a introdução do gado iniciou a dificuldade de regeneração de novas mudas nos palmares. O gado come as pequenas palmas antes que possam se desenvolver inviabilizando a renovação. A seguir, veio o cultivo do arroz que agride as palmeiras há mais de quarenta anos com a inundação da área durante quatro a cinco meses por ano, mantendo suas raízes submersas, adubação, o arado e também com a aplicação aérea de defensivos agrícolas (agrotóxicos), sem- falar que centenas. de palmeiras foram arrancadas para a orizicultura.
Como conseqüência de tudo isso os palmares do nosso município estão condenados à morte, visto que as palmas esparsas estão velhas e enfraquecidas,.apresentam poucas folhas e quase não produzem seus dourados e agridoces frutos que serviam. de alimento aos primeiros habitantes desta terra (umbu, vieira, minuano e charrua).
A Revista Brasileira de Agroecologia, vol 1, nº1 de novembro de 2006 apresenta um trabalho comparando as palmeiras de Butiá capitata, em nosso município, da seguinte forma: a área 01 seria explorada por lavoura de arroz e pecuária, a área 02 seria de pequenas faixas preservadas, dentro de campos ocupados pelo gado, que pastoreia as bordas da área nativa, sendo que são raros os campos nativos não cultivados. Na área O 1 a densidade média de indivíduos adultos foi 8,83 por hectare e de plântulas 0,01 indivíduo por hectare, altura média de 7,12 m (variando entre 4,07 a 12,75 m) e diâmetro médio de -0,48 m. Na área 02 a densidade média de indivíduos adulltos foi de 131,20 por hectare, plântulas 76,80 indivíduos por hectare, altura média de 3,61 m (concentração de 55% na faixa de 1,97 a 3,27 m) e diâmetro médio de 0,60 m.
Em Santa Vitória do Palmar a área total do principal palmar é de aproximadamente vinte mil hectares, limitado ao norte pela Canoa Mirim, ao sul.pelo-porto de Santa Vitória do Palmar, a leste pela estrada da Canoa Mirim e a oeste. pela vargem (parte inundável) da lagoa Mirim.
A área mais densa do palmar foi destruída para a cultura do arroz.No lado leste da Br 411 (estrada federal), do Chuí a Curral Alto, existem algumas sedes de propriedades que.possuem pequenos palmares.
Currais de palmas se encontram no Brejo, Boqueirão, Curral Grande, Curral de Arroios,Geribatu, Curral Alto, Cerro Lindo e Canelões.
Ao longo da Br 471, nas suas "margens", nasceram entre o Chuí e a estação ecológica do Taim cerca de mil e duzentas palmeiras.
Algumas idéias para a preservação da palmeira seriam: viveiros para o cultivo e distribuição de mudas, plantio na cidade assim como nas estradas do interior, trabalho de educação com a população para a conscientização do problema e o estimulo para que plantem em suas propriedades, existe também a possibilidade do plantio comercial. Em relação ao palmar seria cumprir a lei federal a respeito de árvores nativas e a lei municipal que proíbe o seu corte e, claro, fiscalizar.
Outra alternativa seria a desapropriação de uma área do palmar, fechar a mesma evitando a entrada do gado e o plantio nesse caso nascem mudas dos caroços que estão no solo. Acreditamos, entretanto, que a melhor idéia seria o.arrendamento de uma ou mais áreas por parte do governo (municipal, estadual e/ou federal) ou pela iniciativa privada, pagando o equivalente ao que lucrariam com gado e o proprietário se comprometeria a manter a porção de campo cercada e livre de agricultura e de .gado por no mínimo dez anos ou permanentemente. A diferença seria que neste caso o proprietário continuaria com a sua terra pela qual existe um valor sentimental.
Não muito longe de Porto Alegre, junto à lagoa dos Patos, entre Barra do Ribeiro e Tapes, foi redescoberto um palmar de butiá capitata de aproximadamente oitocentos hectares.
Carlos Alcy Cardoso e Silvio de Oliveira Marchiori
ECOPALMAR (Associação de Defesa do Meio Ambiente de Santa do Palmar)